Explorando o estresse e a vitalidade com o yoga

13 de agosto de 2019 estresseyogavitalidade

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge cerca de 90% da população do mundo tornando-se uma epidemia global.                                                                                                                                                                                                                                    

É sabido que o estresse crônico abala a qualidade de vida e a saúde física e mental, podendo se apresentar como inúmeros problemas e desequilíbrios.                                                                                                                                                                                                                    

Entendendo que estresse e crise são normais e universais, nós no Yoga reconhecemos e aprendemos a liberar o estresse através de diversas práticas, como o aperfeiçoamento do relaxamento. 

Yogi Bhajan, mestre de Kundalini Yoga, dizia que experimentamos estresse ou tensão quando nossos recursos internos são insuficientes ou estão bloqueados e por isso não conseguimos responder aos desafios da vida de modo efetivo. 

Desta forma o estresse é visto como uma condição, não uma doença, portanto se aprendermos utilizar as técnicas de yoga podemos aproveitar o estresse combinado com o relaxamento para criar vitalidade e ter uma vida equilibrada. Essa é a razão que o mestre descreve a Kundalini Yoga como sendo simplesmente o desenrolar de si mesmo para encontrar seu potencial e sua vitalidade para alcançar suas virtudes. “Não há nada fora, tudo está em vocês”. 

É importante nós aprendermos a reconhecer e identificar alguns sintomas e efeitos do estresse porque estes podem ir se acumulando e esse estresse negligenciado pode se tornar nosso pior inimigo. Normalmente é mais fácil observá-los nos outros do que em nós mesmos, afinal quanto mais estressados estamos mais nossos sentidos mudam e nos tornamos menos flexíveis, diminuídos e cada vez mais propensos a errar. 

Deixo para vocês uma lista com alguns sinais do estresse: 

  • Emocional: ansiedade, frustração, mudanças de humor, irritabilidade, depressão, preocupação, pesadelos ou outras dificuldades com o sono e com a alimentação ...
  • Mental: esquecimento, dificuldade de concentração e no aprendizado, confusão mental, letargia ou agitação, falta de criatividade, distração, indecisão, diálogo interno negativo...
  • Físico: mudança no apetite, problemas digestivos, dores de cabeça, tensão, fadiga, insônia, bruxismo, resfriados frequentes, mudança no peso, dores musculares ...
  • Relacionamentos: isolamento, intolerância, ressentimento, solidão, agressividade, falta de libido, dificuldade de intimidade...
  • Espiritual: vazio, perda de sentido e direção, dúvida, necessidade de por a “prova” a fé... 

Normalmente a abordagem ocidental para tratamento desses sintomas é encontrar uma causa específica e um perfil único para fins de diagnóstico e cura. No entanto como vemos o estresse está associado com uma variedade de sinais que não são específicos em suas causas e desta forma, essa abordagem típica para causa e cura não se aplicam. Por outro lado, a abordagem oriental está mais familiarizada com identificar e responder a condições múltiplas que tem igualmente indicações e causas diversas e complexas. No entanto não é necessário excluir nenhum tipo de tratamento, já que o yoga (abordagem oriental) já foi reconhecido pelo nosso sistema de saúde como sendo uma prática integrativa e complementar. 

No yoga todas as práticas são pragmáticas, pois elas são para serem aplicadas de modo prático na nossa realidade, sem rejeitar o estresse e as dificuldades do cotidiano mas utilizando a fonte do estresse para alcancarmos um estado de vitalidade e experimentar a profundida de nosso Ser. 

            Venha conhecer o yoga conosco! 

Texto escrito por: Juliana Vaz (psicóloga e mestre em Psicologia e Saúde, professora de Kundalini Yoga no Samádhi Yoga Centro).

Por Guru Kirtan Kaur/Juliana M. Vaz
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